De olho nos trilhos


Teruel critica ALL e pede reestatização da linha férrea

 

 

 

O deputado estadual Pedro Teruel – PT, membro da Comissão de Trabalho, Cidadania e Direitos Humanos, criticou hoje (01) a maneira como são tratados os ferroviários que trabalham para a ALL (América Latina Logística), concessionária que administra a malha ferroviária em Mato Grosso do Sul.

O Sindicato dos Ferroviários de Bauru, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso fez uma manifestação na Assembléia Legislativa. Os funcionários da ALL não-tercerizados iniciaram uma greve ontem.

Teruel denunciou que o processo de privatização da malha ferroviária foi um fracasso. “A Noroeste do Brasil que um dia nos deu orgulho por transportar carga e passageiros, além de ser referência nacional e dar lucro ao Estado, após a licitação se transformou em outras empresas que somente exploraram e sucatearam a malha ferroviária, além de não oferecer qualidade de segurança para o trabalho dos funcionários.

Quantas pessoas mais precisam morrer para se tomar alguma medida?”, questiona Teruel.

Entre as medidas, Teruel avalia que a reestatização deve ser o processo mais sensato. “Depois de tudo que aconteceu a ferrovia tem que voltar de onde nunca deveria ter saído, das mãos do Estado.

As concessionárias após a Noroeste do Brasil apenas promoveram o próprio lucro e hoje a ALL é sempre alvo de críticas pela má qualidade do serviço e pela maneira de tratar os próprios funcionários”, explica.

O Sindicato defende a reposição salarial, a redução da jornada de trabalho, o aumento do tempo de repouso entre as jornadas de trabalho e outros benefícios que o coordenador do sindicato, Roberto Mendes Teixeira, aponta que já foram discutidos, porém a empresa não cumpriu os compromissos assumidos.

Teruel destaca também que os aposentados das empresas enfrentam dificuldades para receberem benefícios e há defasagem no valor de aposentadorias, conforme denúncia de funcionários.

Teruel afirmou que vai avaliar se há possibilidade de instauração de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) ou outra medida para que as reivindicações dos trabalhadores sejam atendidas, bem como seja revisto o processo de concessão.

“Uma empresa deve administrar a ferrovia de Mato Grosso do Sul e não explorar a mão de obra dos trabalhadores, sucatear a malha ferroviária e explorar nosso Estado, com o único objetivo de lucrar”, afirma o parlamentar.

Teruel cita que quando era secretário de Infra-estrutura do governo Zeca do PT, um caminhão com carregamento de trilhos provenientes de Ponta Porã estava sendo levado para São Paulo irregularmente. “Até os trilhos foram retirados de Mato Grosso do Sul para atender a outras regiões”, descreve.

O deputado Pedro Teruel afirmou que apóia a greve dos funcionários. Porém adverte que eles podem ser alvos de perseguição.

“Já recebemos denúncias que os grevistas podem ser transferidos para regiões distantes da família ou serem demitidos por reivindicarem legitimamente os seus direitos”, conclui Teruel. Fonte: Conjuntura On-Line



Escrito por SINFERROBRU- CUT às 07h03
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 Ferroviários em greve param a circulação de Trens da América Latina Logística em três Estados
 
 
        Depois de oito meses, em que a direção da ALL, ao invés de responder a pauta de reivindicações, ficou no jogo do empurra com a barriga, no jogo de ameaças, demissões. Depois das empresas proporem aumento de jornadas, banco de horas, depois que as empresas demitiram dirigentes sindicais, os trabalhadores de forma organizada, cumprindo todos os requisitos legais disseram NÃO, e entraram em greve as 06:00 horas do dia 31 de agosto por tempo indeterminado.
 
            Paralisaram as atividades os ferroviários da Novoeste, da Paulista, da Sorocabana, da Mogiana e da Araraquarense, nos Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Os cerca de 2 mil ferroviários da ALL decidiram paralisar as atividades a partir das seis horas de hoje (31 de agosto). A greve, aprovada em assembléia, ocorre devido a negociações frustradas com a empresa, que até agora não apresentou uma contraproposta satisfatória aos trabalhadores. A data-base da categoria é primeiro de janeiro.
 
 A categoria reivindica reposição de 6,48% (equivalente ao INPC de 2008), mais 6% de aumento real, redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas semanais para 36 horas, repouso mínimo de interjornada de 11 horas, respeito ao repouso semanal remunerado de 24 horas, pagamento em espécie e adiantado das diárias de viagem, limitar as horas extras a 2 horas extras diárias.
 
A adesão a greve no primeiro dia foi de 90% dos 3500 ferroviários que trabalham na ALL. Foram paralisadas a circulação de trens no litoral e no interior de São Paulo, além dos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Na unidade da Replan, em Paulínia, uma das mais importantes da malha norte, existe 60 trabalhadores e todos estão parados.
 
Em Bauru e Araçatuba (SP), Três Lagoas, Campo Grande, Miranda e Corumbá (MS), malha oeste a paralisação inviabilizou o transporte de derivados de petróleo saindo da Replan, em Paulínia, para Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, o transporte de minério de ferro, grãos, produtos siderúrgicos, papel e celulose do grupo Votorantin.
Sobre a Greve
 
A greve foi pelos Sindicatos dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Bauru, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso (CUT), Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Araraquarense; Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Mogiana, Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias Paulistas e Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias
 
            A ALL é controlada pelos Fundos de Pensão Previ, Funcef, Petros e Postalis, todos de empresas públicas, e que indicam os membros do conselho de administração e a diretoria. A postura da direção da ALL comandada por Bernardo Vieira Hess e Pedro Roberto de Oliveira Almeida, de mandar agredir ferroviários, enviar guardas armados às residências de maquinistas, digna de práticas de regime ditatoriais, não intimidou a categoria, que de forma unificada construiu a greve interestadual.
 



Escrito por SINFERROBRU- CUT às 10h18
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