Sindicato dos Ferroviários anuncia greve Articulação entre sindicatos convocou uma paralisação, a ser iniciada dia 31 de agosto, sem previsão para término. Greve “é a única palavra que a ALL entende", diz sindicalista O dirigente do Sindicato dos Ferroviários (que tem base inter-estadual), Ivanildo da Silva, denuncia a concessionária das ferrovias nos estados de São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul – a ferrovia NovOeste, antiga Noroeste -, América Latina Logística (ALL), por não estar investindo, devidamente, o dinheiro público repassado para melhorias e manutenção das linhas, que percorrem cerca de 19 mil quilômetros. O Trem do Pantanal, administrado por outra empresa, usa a ferrovia da ALL – e a má qualidade da ferrovia obriga que o trem não passe de 25 km/h, relata o sindicalista. “A população merece coisa muito melhor, até porque o dinheiro público está aí para isso”, diz o assessor do sindicato, William Monteiro. A assessoria de comunicação da ALL informou que rebaterá as acusações amanhã, em matéria a ser veiculada no Unifolha On-line. Ivanildo também acusa a empresa de supostamente demitir dirigentes sindicais e da Comissão de Prevenção a Acidentes, além de ter desrespeitado, em sua opinião, acordos coletivos e direitos trabalhistas contidos na Constituição Federal. Ele também afirma que a ALL teria praticado rotatividade de funcionários terceirizados irregularmente, além de não respeitar o artigo 236/237 da CLT. A empresa “aposta na impunidade por ser uma grande corporação”, dispara Ivanildo. Segundo o sindicalista, o “acionista majoritário” da concessionária seriam os fundos de pensões. A empresa também teria recebido “grandes montantes de dinheiro” do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), aponta William. “Se a ALL não tem condições de bancar sozinha a ferrovia, que entregue ao Estado”, ressalta Ivanildo. Ele acrescenta que o Sindicato dos Ferroviários não teria aceitado as tentativas de negociação por parte da ALL, que supostamente nega os direitos trabalhistas. Por outro lado, William diz que a empresa seria "intransigente", no sentido de respeitar os direitos trabalhistas. Willian também denuncia que boa parte do dinheiro público destinado à ALL seria utilizado no pagamento de multas por desrespeito às leis ambientais e por inadequação legal em posto de abastecimento da empresa. Willian informa que o Ministério Público Estadual (MPE) está representando contra a empresa. O assessor também contabiliza cerca de 350 ações movidas por trabalhadores contra a ALL, somente em Mato Grosso do Sul. Em razão do suposto desrespeito dos acordos coletivos e da dificuldade de negociação, uma articulação entre sindicatos da categoria convocou uma paralisação, a ser iniciada dia 31 de agosto, sem previsão para término. Greve “é a única palavra que a ALL entende, para que se possa avanças nas negociações”, afirma William. O transito do Trem do Pantanal será prejudicado e o abastecimento de combustível para o MS também. Segundo William, o trecho Campo Grande-Ponta Porã teria sido "dilapidado” e as peças reaproveitadas para a “reforma” da ferrovia na qual percorre o Trem do Pantanal. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) teria sido informada sobre a precariedade da via, que inviabilizaria o transporte de passageiros em massa. Mas, segundo William, a agência abriu concessões nas normas técnicas. Ele completa afirmando que “a ANTT tem como presidente um ex-diretor da ALL”, o que gera desconfiança por parte do sindicato. Fonte Unifolha
Escrito por SINFERROBRU- CUT às 10h24
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